quarta-feira, 4 de maio de 2016

De pingo em pingo

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Pingo que pinga.
Pingo que pingou.
Pingo que não é de pinga.
Esse pingo de chuva, de final de semana, de feriado que me acalmou.

De ficar em casa pelos cantos.
De olhar para a janela e os verem cair.
Por nada, seus olhos quase caírem aos prantos.
E por muito, as nuvens carregadas de emoção, chorarem de rir.

O chuveiro do céu.
A cascata dos ares.
A cachoeira, às vezes cruel.
Molham, refrescam e até alagam lares.

Ora, vamos reclamar mesmo das gotas?
São Pedro não chora do céu.
Apenas rega os seres pela terra e boca.
Com pingos doces, quase de mel.

Então pingos.
De plofts e plins.
Continuem pingando de Domingo a Domingo.
Que janelas, gramas e asfaltos os estarão esperando.
Assim como, olhares afins.

Produção: 24 de Abril de 2016.




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