sábado, 4 de junho de 2016

A natureza bate asa

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Num vento com aroma de vinho.
Saiu do ninho.
Voou de volta para a sua aldeia,
o filhote de Pinisko.
Região dessa espécie em risco.
Onde a música voa pela mata que a permeia.

Mas, existe um ar diferente.
De outro tipo de gente.
Contrária àquela extinção.
Desse povo, nasceu Bernardo, que sempre viveu no mato, buscando solução.

Resgatou Pipo, pinisko mal vivido.
Entretanto, sabido.
Sabido do pouco que fora ensinado.
Ser amigo de bons tratos.

A amizade surgiu.
Combatendo a extinção pelo mundo.
Com pássaros cantando, mas morrendo.
Até que isso tudo, por terra caiu.

Juntaram as espécies.
Cantaram até para os peixes ouvirem.
A natureza queria ser humana, mas aos contrários, não seriam.
Logo, ouvia-se o som do rio, era a prece.
Dos passarinhos.

Pipo e Bernardo estavam a caminho.
Indo buscar a força que encontraram em cada ninho.
Assim, o verde das matas.
O azul escuro e brilhoso das águas.
A terra às vezes batida, avermelhada, mas sempre terra.
O fogo, cheio de chamas inflamou as patas.
E chegou até onde era praticada toda a miséria.

Resultado, um caos instaurado.
Porém, não era por nada.
Era por algas, barbatanas, pêlos, rugidos, ninhos e pegadas.
Quem dera o homem não ter sido o único lesado.

Desastres naturais vieram.
E a fauna e flora, os pássaros as protegeram
No fim, a dor do homem foi motivo de lição, pobres e inocentes moradas.
Não foram só os pássaros que bateram as asas.

Produção: 26 de Maio de 2016 

2 comentários:

  1. É um poema triste, pois há lutas pela sobrevivência. Todo mundo sabe que isso é difícil. Mas, há lutas que nunca serão vãs. No entanto é um poema pleno de imaginação, companheirismo e sugere boas reflexões!

    Parabéns! Uma graça seu projeto poético!

    3 de outubro de 2016 04:41

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