sábado, 27 de agosto de 2016

Despejo

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: Divulgação)

Acordou na sina.
Foi para a pia,
molhou o rosto.
Escovou os dentes com gosto.
Pegou um papel.
Arrancou a folha do caderno numa raiva cruel.

Teceu a escrita.
Fez arte no branco.
Respirou fundo e caiu aos prantos.
Pois fez dos sentimentos, poesia.

Produção: 21 de Agosto de 2016.

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