terça-feira, 20 de setembro de 2016

HORI pela HIDEOlogia romântica

(Pedro Paulo Marra)

 
(Foto: Divulgação)

Naquele campo oriental, tinindo.
Entre a madrugada e o amanhecer.
Ela sai.
Todo domingo.
E é questão de segundos o som do pingo,
que desaba de seu rosto e apenas cai.

Hori é mais do que um vestido ventando.
Os galhos delgados, desnutridos de amor, 
vão mostrando...
que ela sente falta de um calor.
Esse do campo.

E já fez parte de uma dupla.
Ou melhor, um casal sem culpa.
Mas que amou com proeza.
AIDSisso eu tenho certeza,
que no enterro de seu amado Hideo, perto de um carvalho seco.
Eu, tu, ela, ele, nós, vós, elas e eles.
Qualquer um ficaria de joelhos.

Mas se para alguns, a religião não basta.
Caminhe como Hori.
Pois, o túmulo embaixo da árvore é o que rega.

Quanto às flores,
não são só provas de amor, são pétalas de outono.
Que seja por onde for, Hori não se preocupará,
Porque Hideo é o dono.

Produção: 10 de setembro de 2016.


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